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Executivo, Legislativo e Judiciário: a diferença

· 4 min de leitura

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Toda pessoa já ouviu falar dos três poderes, mas poucos conseguem explicar o que cada um faz. Entender como eles trabalham juntos é a base da educação cívica e ajuda a entender por que uma decisão política demora tanto para virar mudança concreta.

Três poderes, uma separação

O Brasil é um país que adota a separação dos poderes em sua Constituição. A ideia é simples: nenhuma pessoa ou grupo deve concentrar, ao mesmo tempo, o poder de criar regras, de aplicá-las e de decidir se elas foram respeitadas.

Essa divisão está prevista no texto constitucional e vale para os três níveis: federal, estadual e municipal.

O poder Executivo

O Executivo é quem executa. Ele administra o governo, presta serviços e aplica as decisões que já foram tomadas.

No plano federal, o Executivo inclui a Presidência da República e os ministérios. No estadual, inclui o governo do governador e suas secretarias. No municipal, inclui a prefeitura.

O Executivo tem uma característica importante: responde diretamente ao eleitor. Por isso, é o poder que costuma ter o prazo mais curto de mandato e o contato mais frequente com a população.

Exemplos do dia a dia do Executivo:

  • Abrir uma escola ou uma unidade de saúde.
  • Fazer a manutenção de uma rua.
  • Pagar servidores públicos e fornecedores.
  • Conceder alvarás e licenças.

O poder Legislativo

O Legislativo é quem cria as regras. Ele é formado por:

  • Câmara dos Deputados e Senado Federal, no plano federal.
  • Assembleia Legislativa, no plano estadual.
  • Câmara Municipal, no plano municipal.

Cabem ao Legislativo as tarefas de:

  • Discutir e aprovar leis.
  • Aprovar o orçamento e os planos de governo.
  • Fiscalizar a atuação do Executivo.
  • Autorizar operações de crédito e outras medidas que afetam o patrimônio público.
  • Representar a população.

O Legislativo não administra: ele delibera, legisla e fiscaliza.

O poder Judiciário

O Judiciário é quem resolve conflitos e diz o que a lei significa. Ele não cria leis nem administra programas de governo.

Ele é formado por vários órgãos, como o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal. Quando a Justiça Eleitoral atua, está checando se a eleição foi respeitada e se os resultados são legítimos.

Entre as funções do Judiciário estão:

  • Julgar processos cíveis, como disputas de contrato ou de propriedade.
  • Julgar processos criminais, definindo a responsabilidade de quem praticou crimes.
  • Julgar questões administrativas, como licitações e benefícios previdenciários.
  • Controlar a legalidade dos atos do governo.
  • Zelar pela Justiça Eleitoral, com a fiscalização das eleições.

O princípio mais conhecido é o de que ninguém é considerado culpado sem uma decisão final de um juízo competente.

Por que a separação é importante

Sem essa divisão, um único governante poderia criar uma regra em seu favor, aplicá-la contra os outros e decidir sozinho se a regra foi obedecida. A separação cria freios mútuos entre os poderes, porque cada um pode ser fiscalizado pelos outros:

  • O Executivo propõe, mas precisa da aprovação do Legislativo.
  • O Legislativo cria a lei, mas quem administra é o Executivo.
  • Qualquer um dos poderes pode ser questionado no Congresso, na Justiça ou no Tribunal de Contas.
  • Quem administra não julga, e quem julga não administra.

Os três níveis de poder

A separação vale para todos os níveis. No município, por exemplo, o prefeito é o Executivo, a Câmara de vereadores é o Legislativo e o Poder Judiciário municipal é exercido pelo tribunal do estado. No estado, o governador é o Executivo, a Assembleia é o Legislativo e o Tribunal de Justiça do estado é o Judiciário.

Perguntas frequentes

O Congresso pode cassar um presidente? Existe essa possibilidade na Constituição, e ela exige um processo formal, incluindo a decisão de um tribunal. Os requisitos estão no próprio texto constitucional.

Juiz pode tomar decisão administrativa? Não. Quando atua, o opera como juiz, e não como administrador: ele decide, não executa.

Quem fiscaliza o Tribunal de Contas? O Tribunal de Contas é um órgão de fiscalização externa ao Executivo. Seu funcionamento é previsto na Constituição.

Uma pessoa filiada a um partido pode ocupar cargo no Executivo, no Legislativo ou no Judiciário? A filiação partidária, sozinha, não impede o exercício desses cargos. A questão da inelegibilidade tem regras próprias, que você pode conferir no site do TSE (tse.jus.br).

Depois de votar, dá para marcar o momento com a foto de campanha "Eu já votei" do Já Votei e compartilhar com quem você quiser.